terça-feira, 26 de abril de 2011

A escrava Isaura

          
De BERNARDO GUIMARÃES
·         Surge em plena campanha abolicionista (1875), “A Escrava Isaura”, que conta as desventuras de Isaura, escrava branca e educada, de caráter nobre, vítima de um senhor devasso e cruel.
·         O autor pretende, nesta obra, fazer um libelo anti-escravagista e libertário e, talvez, por isso, o romance exceda em idealização romântica, a fim de conquistar a imaginação popular perante as situações intoleráveis do cativeiro.
·         A história se passa nos “primeiros anos do reinado de D. Pedro II”, inicialmente em uma fazenda em Campos dos Goitacazes (RJ). Isaura, nasceu em 1835, na fazenda do Comendador Almeida, escrava branca e bem-educada.
·         Ela é filha da bela Juliana, escrava do comendador, e do feitor da fazenda, Miguel. Juliana morre pouco depois do parto e Isaura é criada e educada por Gertrudes, mulher do Comendador, que sempre quis ter uma filha.
·         Apesar da excelente educação e de ter a pele clara, Isaura é escrava do Comendador, por ter nascido filha de sua escrava. É assediada pelo seu filho do Comendador, Leôncio, recém-casado com Malvina.
·         Isaura se recusa a ceder aos apelos de Leôncio, como já fizera, no passado, sua mãe, que, por ter repelido o pai de Leôncio, fora submetida a um tratamento tão cruel que, em pouco tempo, morrera.
·         Gertrudes tem muita vontade de dar a liberdade à sua querida Isaura, mas morre antes de conseguir realizar este objetivo. Pouco depois de sua morte, o Comendador Almeida também morre.
·         Leôncio queima o testamento do pai que concedia a alforria a Isaura e torna-se assim o dono da escrava. A vida de Isaura se transforma em um inferno. Leôncio se torna cada vez mais insistente, e sua paixão secreta pela escrava é descoberta, primeiro por Henrique, cunhado de Leôncio, que também é apaixonado por Isaura, e logo depois por Malvina, que não demora muito a perceber a obsessão de seu marido pela bela escrava.
·         Para forçá-la a ceder, Leôncio manda Isaura para a senzala, trabalhar com as outras escravas. Sempre resignada, suporta passivamente o seu destino, porém, não cede a Leôncio, afirmando que ele, como proprietário, era senhor de seu corpo, mas não de seu coração: “ - Não, por certo, meu senhor; o coração é livre; ninguém pode escravizá-lo, nem o próprio dono.” Leôncio, enfurecido, ameaça colocá-la no tronco.
·         Seu pai, ex-feitor da fazendo, não consegue comprar a alforria da filha, que é negada por Leôncio, foge com ela para Recife (PE). Em Recife, Isaura usa o nome de Elvira e vive reclusa numa pequena casa com seu pai, conhecido por Anselmo.
·         Então, conhece Álvaro, por quem se apaixona e é correspondida. Vai a um baile com ele, onde é desmascarada e reconhecida, por Martinho, estudante inescrupuloso, que a reconhece por causa de um anúncio publicado nos jornais.

·         Álvaro, ainda que surpreso, não se importa com o fato de ela ser uma escrava e resolve impedir que Leôncio a leve de volta, inclusive tentando comprá-la. Mas não consegue convencer o vilão. Isaura, para evitar uma tragédia, entrega-se e volta ao cativeiro na fazenda.
·         Leôncio está praticamente falido e, com o objetivo de conseguir um empréstimo do pai de Malvina, reconcilia-se com a mulher, afirmando que Isaura é quem o assediava.
·         Então, para punir Isaura, Leôncio manda que ela se case com Belchior, jardineiro da fazenda (que já havia lhe proposto à mão em troca de liberdade). Entretanto, Álvaro descobre a falência de Leôncio e compra a sua dívida, dos seus credores, tornando-se proprietário de todos os seus bens, inclusive de seus escravos.
·         No dia do casamento de Isaura com o jardineiro Belchior, antes que se celebrasse a cerimônia, Álvaro aparece e reclama seus direitos a Leôncio.
·         Vendo-se derrotado e na miséria, Leôncio suicida-se. Tudo termina, portanto, com a punição dos culpados e o triunfo dos justos.
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Isaura se recusa a ceder aos apelos de Leôncio, como já fizera, no passado, sua mãe, que, por ter repelido o pai de Leôncio, fora submetida a um tratamento tão cruel que, em pouco tempo, morrera.
·         Gertrudes tem muita vontade de dar a liberdade à sua querida Isaura, mas morre antes de conseguir realizar este objetivo. Pouco depois de sua morte, o Comendador Almeida também morre.
·         Leôncio queima o testamento do pai que concedia a alforria a Isaura e torna-se assim o dono da escrava. A vida de Isaura se transforma em um inferno. Leôncio se torna cada vez mais insistente, e sua paixão secreta pela escrava é descoberta, primeiro por Henrique, cunhado de Leôncio, que também é apaixonado por Isaura, e logo depois por Malvina, que não demora muito a perceber a obsessão de seu marido pela bela escrava.

Personagens
PRINCIPAIS – a protagonista
•ISAURA, a heroína escrava, é branca, pura, virginal, possui um caráter nobre e demonstra “conhecer o seu lugar”: do princípio ao fim, suporta conformada a perseguição de Leôncio, as propostas de Henrique, as desconfianças de Malvina, sem jamais se revoltar. Permanece emocionalmente escrava, mesmo tendo sido educada como uma dama da sociedade. Tem escrúpulos de passar por branca livre, acha-se indigna do amor de Álvaro e termina como a própria imagem da “virtude recompensada”.
·         LEÔNCIO é o vilão leviano, devasso e insensível que, de “criança incorrigível e insubordinada” e adolescente que sangra a carteira do pai com suas aventuras, acaba por tornar-se um homem cruel e inescrupuloso, casando-se com Malvina, linda, ingênua e rica, por ser “um meio mais suave e natural de adquirir fortuna”. Persegue Isaura e se recusa a cumprir a vontade de sua mãe, que queria dar a ela a liberdade e alguma renda para viver com dignidade.

  
SECUNDÁRIAS
•ÁLVARO é um rico herdeiro, cavalheiro nobre e de caráter impecável, que “tinha ódio a todos os privilégios e distinções sociais, e é escusado (inútil) dizer que era liberal, republicano e quase socialista”; um jovem de idéias igualitárias, idealista e corajoso para lutar contra os valores da sociedade a que pertence.
    • MARTINHO é o protótipo do ganancioso e desprezível: cabeça grande, cara larga, feições grosseiras e “no fundo de seus olhos pardos e pequeninos,… reluz constantemente um raio de velhacaria”. 
•BELCHIOR é o símbolo da estupidez submissa e também sua descrição física se presta a demonstrar sua conduta: feio, cabeludo, atarracado e corcunda.
·         DR. GERALDO é um advogado conceituado, que serve como fiel da balança para Álvaro, já que procura equilibrar os arroubos do amigo, mostrando-lhe a realidade dos fatos.Ele, diante a situação (Álvaro – Isaura), retruca lucidamente que a fortuna de Álvaro lhe dá independência para “satisfazer os teus sonhos filantrópicos e os caprichos de tua imaginação romanesca”.

·         MALVINA, (esposa de Leôncio), mulher dócil, rica e bonita.

·         HENRIQUE, (cunhado de Leôncio), rapaz bom, estudante de medicina e rico.

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Professor de matemática,física e química.Aulas do ensino fundamental ao ensino médio Atendimento de segunda (das 9hs as 21hs) a sábado (das 9hs as até 12horas).

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