quinta-feira, 16 de setembro de 2010

RELIGIÕES-HISTÓRIA



RELIGIÃO DO EGITO ANTIGO
A religião era muito importante para os egípcios, que eram politeístas, cultuando uma porção de deuses.
Os deuses tinham aparência humana, mas alguns tinham cabeças de animais.
O mais antigo e venerado deus era Rá, o deus do Sol. Segundo os egípcios, foi ele quem criou a Terra, os animais, as plantas e os homens.
Os egípcios acreditavam que existia vida após a morte e que a alma voltaria a se reunir com o corpo para uma vida feliz.
Após a morte, o corpo era preparado para não apodrecer através de uma técnica especial chamada mumificação.
Recentemente, foram encontrados, no Egito, mais de cinqüenta sarcófagos com múmias em perfeito estado de conservação. Arqueólogos afirmam que as múmias possuem mais de três mil anos.
Jackeline Lima
QUESTÕES-DESAFIO!
 
01.   Reflita sobre o texto lido e escreva (V) para as afirmações verdadeiras e (F) para as afirmações falsas:
         (   ) Os egípcios eram monoteístas.
         (   ) No Egito, os deuses tinham aparência humana e animal.
         (   ) Os egípcios cultuavam muitos deuses.
         (   ) Os egípcios acreditavam na vida após a morte.
         (   ) Osíris era o deus do sol no Egito.
02. Sobre o processo de mumificação dos corpos no Egito, marque somente a opção correta:
(   ) O processo de mumificação dos corpos era muito simples e durava cinco dias.
(   ) Os egípcios não acreditavam na vida após a morte.
(   ) No processo de mumificação, o corpo era preparado para não apodrecer.
(   )   Os sarcófagos encontrados recentemente no Egito possuíam múmias em péssimo estado de conservação.
(   ) Toda a população do Egito passava pelo processo de mumificação.
AS ORIGENS DO JUDAÍSMO
A origem do judaísmo é a própria história do povo Hebreu. A história da religião judaica está ligada a alguns nomes bíblicos e históricos que ajudaram a formá-la:
      ABRAÃO: Líder hebreu que combateu o politeísmo, por volta do século XVIII a.C. e anunciou que o Deus único e verdadeiro os havia escolhido como seu povo. Por isso, eles deveriam ir para a Terra Prometida, terra de fartura e paz, que seria Canaã ou Palestina.
    ISAAC: Filho de Abraão com sua esposa Sara. É a partir dele que os atuais judeus traçam sua linhagem.
    JACÓ: Filho de Isaac. Teve doze filhos, dentre eles Moisés, fundador do judaísmo.
    MOISÉS: Por volta do século XIII a.C., guia seu povo para fora do Egito, vagando durante 40 anos no Sinai, quando ele recebe a lei divina judaica no monte Sinai (Tur). De acordo com a tradição, a Arca da Aliança, que era procurada pelos nazistas no filme Os caçadores da arca perdida, guardava as tábuas com os 10 mandamentos recebidas por Moisés.
   SALOMÃO: Filho de Davi, rei dos israelitas, cria o lugar de adoração conhecido como o Templo de Salomão. Para os judeus, esse templo tornou-se o centro da vida religiosa e o símbolo básico de sua unidade. Tornou-se ainda um ponto de peregrinação emocional para o povo judeu. O Muro das Lamentações é o que sobrou da destruição do Templo do rei Salomão. Muitos fiéis vão até Jerusalém, em Israel, para rezar e pedir graças em bilhetes deixados entre as pedras. Ele mede 15 metros de altura.
RELIGIÃO JUDAICA
O judaísmo é a mais antiga das quatro religiões monoteístas do mundo e a que tem o menor número de fiéis. Ao todo são cerca de 12 a 15 milhões de seguidores. Segundo analistas, se não houvesse o Holocausto – matança em massa de judeus, ocorrida entre as décadas de 30 e 40 no século XX –, o número de judeus seria de 25 a 35 milhões em todo o mundo. E muitos deles viveriam na Europa.
Atualmente, a maioria dos judeus vive em Israel e nos Estados Unidos. Na Europa, a maior comunidade judaica encontra-se na França. O judaísmo não é uma religião missionária, à procura de converter pessoas. Aqueles que se convertem, no entanto, devem observar os preceitos da Torá (a lei judaica), que incluem, entre outras coisas, a circuncisão masculina, que acontece no oitavo dia de vida de um bebê do sexo masculino, seguindo assim as instruções que Deus deu a Abraão, 4 mil anos atrás como prova de um laço de fertilidade e crescimento populacional de seu povo.
Outras religiões se modificaram, reformas e contra-reformas adaptaram as religiões ao espírito de cada época. Com o judaísmo não foi assim. A religião judaica se ateve teimosamente aos preceitos da Bíblia. Nem o hebraico bíblico podia ser revisado, para se ter a garantia de que as normas e mandamentos religiosos oriundos da Bíblia, as orações, festas e rituais se mantivessem inalterados. Assim, por exemplo, em Israel, não existe casamento civil, só a cerimônia religiosa rabínica, segundo a qual os cohanin (descendentes de Arão) não podem casar com pessoas separadas. Contratos de arrendamento só têm validade por 49 anos, para que no 50º ano, que é ano de jubileu, tudo volte às mãos de seus proprietários originais. Soldados israelenses prestam juramento com a Bíblia sobre o peito e com a arma na mão. E ainda não existe uma Constituição em Israel. Desse modo, a lei bíblica continua sendo a instância máxima para a legislação em Israel.
O local de culto dos judeus é a sinagoga. O judaísmo não tem uma única pessoa como seu líder espiritual. Cada congregação escolhe seu próprio rabino, que será seu líder, professor e intérprete das leis judaicas. Ao contrário de líderes de outros credos religiosos, o rabino não é um sacerdote e não goza de status religioso especial.
O dia da semana sagrado para os judeus é o sábado, ou sabat, que começa com o pôr do sol na sexta-feira e termina com o pôr do sol no sábado. Isso acontece porque os dias para os judeus começam ao anoitecer. Durante esse dia, judeus ortodoxos tradicionais não fazem nada que possa ser considerado trabalho. Entre as atividades proibidas estão dirigir e cozinhar.
Os judeus vivem sob um pacto com Deus, segundo eles, não para benefício próprio, mas para o benefício de todo o mundo, pois Deus os teria escolhido para serem o exemplo de povo. O grande estudioso do judaísmo, Hillel (que viveu entre 70 a.C. e 10 d.C.), resumiu assim o significado da religião: "Não faça a seu próximo aquilo que não gostaria que fosse feito a você. Esse é o centro da lei judaica, o resto são meras observações".
Os judeus acreditam que os seres humanos foram feitos à semelhança de Deus. Obedecer à "lei" é fazer a vontade de Deus e demonstrar respeito e amor por Deus. Ele não pode ser dividido em diferentes pessoas, como se crê no cristianismo. Entre os outros princípios dos judeus em relação a Deus, estão:
     Judeus devem adorar somente um Deus e não outros deuses;
     Deus é transcendental, está acima de qualquer coisa;
     Deus não tem um corpo, ou seja, não é masculino nem feminino;
     Ele criou o universo sem ajuda;
     Deus é onipresente e onipotente;
     Deus é atemporal. Sempre existiu e sempre vai existir;
     Deus é justo, mas também é misericordioso;
     Ele é pessoal e acessível. Deus se interessa por cada um individualmente, ouve a todos    individualmente e fala com as pessoas das mais diferentes e surpreendentes formas.
LIVROS, SÍMBOLOS E OBJETOS
A Torá, ou a Bíblia hebraica, que é chamada pelos cristãos de Velho Testamento, reúne especialmente os cinco primeiros livros da Bíblia cuja autoria é atribuída a Moisés, o chamado Pentateuco. Pelo menos uma cópia da Torá, em hebraico, é guardada em cada sinagoga em forma de pergaminho. O Talmud é um compêndio da lei que traz comentários sobre a Torá, aplicando a situações contemporâneas e circunstâncias variadas.
O símbolo do judaísmo é uma imagem chamada de Estrela de Davi. Muitas pessoas se consideram judias sem tomar parte em nenhuma das práticas religiosas ou até mesmo sem aceitar os fundamentos do judaísmo, mas somente pelo fato de se identificarem com o povo judeu e por seguirem os costumes gerais de um estilo de vida judaico.
Dentro da sinagoga, todos os homens, judeus ou não, devem usar a Kipa, uma espécie de chapéu. Simboliza a humildade do homem frente a Deus. A Kipa tem um nome em português: solidéu.
O Talit é um xale que o menino ganha para seu Bar-Mitzvá e simboliza os mandamentos de Deus. Já o Tefilin é um fio de couro com duas caixinhas fixas que devem ser colocadas uma sobre a cabeça e outra sobre o coração. No braço, são dadas sete voltas, o mesmo número de dias que levou a criação do mundo.
FESTIVAIS
No judaísmo, o Chanuká, o festival das luzes, é comemorado com a preparação de tradicionais bolos de batata e muitas velas acesas. O chanuká é interpretado hoje em dia como um símbolo da sobrevivência do povo judeu. Panquecas de batatas, latkes, é um dos pratos preferidos para o chanuká.
Em países cristãos onde o Natal é a festa mais importante no fim de ano, o chanuká tornou-se uma espécie de equivalente judaico. É comum presentear as crianças nessa época.
A Páscoa (Pessach), celebrada entre março e abril, lembra a reunificação do povo de Israel. Uma parte foi para a Palestina e outra para o Egito. Há 3 mil anos, o povo judeu que estava no Egito libertou-se da escravidão e partiu também em direção à Terra Prometida, atravessando o mar Vermelho. Sete semanas depois da Páscoa, realiza-se a Festa de Pentecostes (Shavuoth), que dura um dia e celebra a colheita de trigo. Representa o nascimento da nação – no caminho da volta, no monte Sinai, o líder Moisés recebe as tábuas com os 10 mandamentos de Deus.
Existe ainda o Ano Novo Judaico (Rosh Hashaná), festejado nos meses de setembro ou outubro. A comunidade troca votos de shaná tová (bom ano). O período sagrado atinge seu auge no dia do Yom Kipuur, o Dia do Perdão. Para comemorar o Ano Novo, não faltam à mesa o pão redondo (chalá), doces à base de mel e pratos de peixe.
O Bar-Mitzvá, em hebraico, significa a regra que todo filho da religião judaica deve seguir. Acontece quando o menino faz 13 anos e 1 dia. O principal ritual religioso do Bar-Mitzvá é a leitura da Torá, escrito em hebraico.
Ítalo Gomes
QUESTÕES-DESAFIO!
 01. O judaísmo é a mais antiga das quatro religiões monoteístas do mundo e a que tem o menor número de fiéis. Ao todo são cerca de 12 a 15 milhões de seguidores. Sobre as características do judaísmo, assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso.
(    )     Os judeus atuais descedem de Isaac, segundo filho de Abraão. Os muçulmanos provêm de Ismael, o primogênito.
(    )     O Muro das Lamentações é um ponto sagrado para os judeus, pois foi o lugar indicado por Deus como sagrado para seu povo.
(    )     O judaísmo segue as escritas do Velho Testamento.
(    )     O judeus são monoteístas, Deus é justo e acessível.
(    )     O Holocausto nazista foi uma perseguição aos judeus por disputa do território sagrado, Canaã, que interessava a Hitler.
02. (UFMG) Observe os quadros, cujos dados permitem estabelecer uma relação entre o desemprego na Alemanha e a presença dos nazistas no Parlamento Alemão.
Desemprego na Alemanha (1929-1932)
Anos
1929
1930
1931
1932
Quantidade
1.892.000
3.076.000
4.520.000
5.575.000
Cadeiras ocupadas pelos nazistas no Parlamento Alemão (1928-1933)
Anos
1928
1930
1932
(julho)
1932
(novembro)
1933
Cadeiras
13
107
230
196
288
         Assinale a alternativa em que a citação apresentada explica essa relação.
a)     "A nova Constituição alemã traduz em verdade muito pouco o espírito alemão: o direito eleitoral ampliado, a dominação do parlamento, a debilidade do governo, a insignificância do presidente e a prática do referendo tornam a Alemanha tão radical como nenhum grande país civilizado foi até agora."
b)     "Que viemos fazer no Reichstag? Somos um partido antiparlamentar.
         [...] Entramos no Reichstag para procurar, no arsenal da democracia, suas próprias armas. Sentamo-nos no Reichstag para paralisar a ideologia weimariana com seu próprio apoio! [...]
         Para nós, todo meio é bom, desde que revolucione o atual estado de coisas."
c)     "Só uma raça alemã forte, que proteja resolutamente suas características e seu ser e se preserve de toda influência estrangeira, pode constituir o fundamento seguro de um Estado alemão forte. É por esta razão que combatemos todo espírito antialemão destruidor, quer provenha dos meios judeus ou de outros."
d)     "Tu crês que a fome é necessária? Talvez já a tenhas conhecido. Vinte milhões de alemães têm fome como tu [...] Amanhã, tu voltarás ao escritório de empregos e te inscreverás.
         Fora isto, não terás mais nada a fazer amanhã.[...]
         Mas, se tens ainda que seja um vislumbre de esperança, então vote nos nacional-socialistas, pois que pensam que se pode mudar tudo isto."
03. Ao longo do período conhecido como Guerra Fria, eclodiram vários conflitos nas zonas de influência disputadas pelas duas superpotências que, então, pretendiam controlar o mundo.
         Assinale (V) para verdadeiro e (F) para falso sobre conflitos gerados no contexto da Guerra Fria:
(   ) Guerra da Coréia, ocasionada pela invasão da Coréia do Sul, zona de ocupação norte-americana, por tropas norte-coreanas, seguida da intervenção dos EUA no país.
(   ) Guerra da Criméia, resultante da disputa entre soviéticos e norte-americanos pela posse da Península da Criméia, ponto estratégico para o lançamento de mísseis teleguiados.
(   ) Guerra do Ópio, motivada pela disputa de interesses comerciais entre ingleses e russos na China, em razão do enorme mercado consumidor deste país.
(   ) Guerra dos Bôeres, iniciada com a invasão norte-americana na África do Sul, em função das violências do apartheid, regime apoiado pela União Soviética.
(   ) Guerra do Vietnã, iniciada pela disputa do Vietnã do Norte, socialista, e Vietnã do Sul, capitalista, pela dominação territorial e política.
O ISLAMISMO
A religião islã é a segunda maior do mundo. Surgiu no século VII com a pregação de Muhammad (Maomé). Tem como base o judaísmo e o cristianismo.
Religião monoteísta cujas regras estão registradas no Corão (Recitação), livro sagrado dos adeptos do islamismo, onde estão suas leis morais que envolvem os campos político, econômico, social e religioso. Nesta obra encontramos a sustentação da fé islã (submissão do homem a Allah). Foi através de mensagens divinas que o profeta recebeu as instruções do islamismo. O livro é, portanto, a última mensagem divina enviada ao ser humano, ela é universal e eterna, e não haverá outro contato, segundo crêem os fiéis.
O representante desta religião perdeu os pais muito cedo e foi criado por tios comerciantes. Viajou muito pelo deserto e, em suas viagens, teve contato com religiões monoteístas opostas a de seu país de origem (em Meca, mais de 360 deuses eram adorados). Maomé afirmava ter visões e tentou estruturar o islã em Meca. Foi infeliz, inicialmente, na sua tentativa de mudar costumes tão fortemente enraizados. Maomé foge em 622 para Medina, fato este conhecido como Hégira, perseguido pelos comerciantes de Meca, que não estavam interessados em mudar a estrutura religiosa do país. Esta data vai marcar o início do calendário muçulmano. Ao chegar nesse novo local, Maomé consegue estabelecer vínculos com judeus (atualmente inimigos mortais dos fieis do islã) e pregar sua proposta. Com a ajuda deles, o profeta retornou a Meca e conseguiu fundar uma religião que reestruturou a maneira de viver do homem árabe.
Os muçulmanos têm cinco obrigações que são fundamentais para o alcance da salvação: 1. Crer num único Deus, Allah, e em seu profeta Muhammad; 2. Orar cinco vezes ao dia voltado para Meca; 3. Dar esmolas aos pobres; 4. Jejuar durante o mês sagrado ramadã; 5. Ir a Meca pelo menos uma vez na vida. Salientamos que estas não são as únicas obrigações dos fiéis, o livro sagrado possui 6.226 versos.
Para os fiéis desta religião é vital seguir as regras do Corão. Eles crêem que no juízo final os obedientes serão premiados e irão para o paraíso. Desrespeitar as leis de Allah é assinar seu pedido para “o inferno”.
     
No inicio de 2004 foi divulgado, nos meios de comunicação, que soldados norte-americanos obrigaram prisioneiros adeptos do islamismo a ingerirem bebida alcoólica e comerem carne de porco justamente no ramadã. De todas as técnicas vergonhosas de torturas físicas e psicológicas que tanto os norte-americanos quanto os iraquianos estão sofrendo, essa realmente proporcionou aos fiéis profundo sofrimento. Obrigar um fiel a transgredir seus valores e crenças religiosas é violar sua verdade, tirar-lhe a essência do viver religioso e, portanto, sua salvação.
Gecilane Carvalho
QUESTÕES-DESAFIO!
01. Conforme a leitura do texto, marque (V) ou (F):
( ) O islã representa as viagens de Maomé pelo deserto.
(   ) O Corão é o último contato divino de Allah com os homens, não haverá outro.
(   ) A Hégira representa a fulga de Maomé de Meca para Medina.
(   ) Obrigar os fiéis a violarem os pilares do islamismo é tirar deles a oportunidade de salvação.
(   ) Na guerra entre Iraque e EUA, o islamismo encontra‑se em desvantagem por conta das torturas.
02. Em relação a religião islã, assinale somente a opção correta.
         a) Um dos pilares do islamismo é vencer a guerra contra os EUA em nome de Allah.
         b) O Corão é o único livro sagrado que possui apenas cinco obrigações.
         c) O Corão foi elaborado pelos judeus.
         d) Uma das obrigações dos fiéis do islamísmo é jejuar durante o ramadã (mês sagrado).
03. Explique por que motivo o Corão é tão importante para os adeptos da religião islã.
O CRISTIANISMO
Olhar o cristianismo atual através das lentes das atuais religiões cristãs pode ser uma aventura das mais excitantes que alguém curioso pode fazer, pois cada uma traz algumas idéias das mais intrigantes. Os Mórmons, por exemplo, pregam o batismo pelos mortos e casamentos que podem continuar até nos céus. Outros têm idéias conservadoras muito semelhantes ao judaísmo antigo. Os adventistas são um bom exemplo com as suas regras testamentárias. Outros grupos pregam doutrinas tão polêmicas que fazem outras seitas cristãs negarem a sua identidade cristã. O kardecismo enquadra-se nesse perfil, pois prega a reencarnação e a possibilidade de se comunicar com os mortos. E as coisas não param por aqui, porque dentro do protestantismo e do catolicismo atuais existem muitas denominações que, se fossemos falar um pouco sobre cada um delas, precisaríamos de pelo menos cem páginas. Contudo, o que propomos é voltar às origens do cristianismo, procurando, antes de pisar nessa estrada, tirar a nossa expectativa de requinte e complexidade que nos foi ensinado por todas essas seitas cristãs, pois o lugar para onde vamos viajar não tem espaço para o requinte literário, teológico e histórico que estamos acostumado. Lapidaremos, como diria C. S. LEWIS, um cristianismo puro e simples, em que os seus verdadeiros heróis não se encontram em grandes templos religiosos ou seminários teológicos, mas no meio da pobreza e da miséria, onde o pensamento cristão nasceu com todo o seu vigor e exuberância que encantaram a humanidade.
Há mais de três mil anos surgiu um povo dos mais notáveis que existiram, não se destacaram por seus grandes monumentos ou até mesmo por filósofos imortais como os gregos, mas pela sua devoção, pelas suas crenças religiosas. Uma religião que os uniu e os sustentou durante milhares de anos. Uma união tão forte que nem a morte de milhões de judeus em campos de concentração os fizeram largar sua religião milenar. Tal persistência é possível por entenderem que a sua noção de nacionalidade e irmandade é fruto das primeiras pregações de Abraão e de Moisés, homens que, movidos por uma fé notável, levaram seu povo a se destacar no meio de tantos povos magníficos que existiram na história da Palestina. 
Das entranhas desse povo sublime nasceu o cristianismo, uma seita judaica que não venceu somente por causa da sua mensagem para os pobres, como diria o historiador Durant, mas por ter nascido numa época propícia, como defendeu o historiador Cairns. O cristianismo expandiu-se num momento favorável. Devido às magníficas estradas romanas, os primeiros pregadores cristãos moviam-se rapidamente e em segurança. Além disso, a influência da cultura grega, que em muito se assemelhava ao pensamento cristão, facilitando, portanto, o entendimento, por parte dos romanos, dessa nova religião, oriunda do judaísmo. Talvez o principal motivo desse sucesso, defendido pelo jornalista americano Lee Strobel, seja a crença na ressurreição do seu fundador, Jesus Cristo, pregado por milhares de testemunhas oculares no primeiro século do cristianismo.
Quando Jesus Cristo nasceu, os judeus tinham há pouco começado uma revolta liderada por um messias de nome Macabeus, que tinha como objetivo libertar os judeus da dominação romana, mas os romanos facilmente acabaram com essa rebelião e colocaram um governo forte com pessoas da sua confiança, humilhando ainda mais um povo que sempre sonhou com a sua liberdade. Essas circunstâncias abriram caminho para a crença de que o messias prometido no Velho Testamento, livro sagrado dos judeus, seria alguém que teria a autoridade de Moisés e a coragem do famoso rei Davi. Muitos apareciam se dizendo o messias enviado por Jeová ou Yavé, o deus dos judeus, eles até conseguiam juntar muitos seguidores, mas o tempo fazia os judeus duvidarem das suas credenciais. Mesmo no meio de tanta turbulência, Jesus consegue levar uma vida calma, como descreve os evangelhos.
Ele não era um judeu rico, e a prova disso é a cidade onde passou os primeiros trinta anos de vida, Nazaré, uma cidade das mais pobres e mal vista pelos judeus mais ricos. Talvez tenha trabalhado por anos como carpinteiro, pois os filhos, nessa época, costumam seguir a profissão do pai. Estudou nas escolas elementares judaicas, onde as noções básicas do judaísmo são ensinadas como disciplina obrigatória e nem parecia ser uma pessoa muito ligado nos problemas políticos da sua nação, algo não muito comum onde viveu. Aos trinta anos, toma uma decisão que muda o rumo da sua vida, larga seus familiares e posses para pregar uma mensagem bem diferente do que os judeus esperavam de alguém que se reivindicava o messias esperado há muito. Uma mensagem que valorizava os fracos e necessitados, que pregava a busca de uma vida piedosa, que insistia na prática do amor ao próximo, inclusive aos inimigos, e que mostrava um Deus gracioso e compreensivo, que não fazia distinção de pessoas.
Tais doutrinas escandalizaram muitas autoridades judaicas e o fizeram cair em descrédito no meio da elite da época. Porém, o segredo do seu poder de atrair os povos para ouvir sua mensagem não estava em seus sermões em si, mas em sua pessoa. O famoso escritor brasileiro Augusto Cury diria que "o seu segredo se encontrava na sua mente deslumbrante"; o famoso filósofo norueguês Jostein Gaarder diria que "a sua vida moral impecável funcionava como um imã para as multidões" e o teólogo John Stott diria que "sua autoridade garantia o sucesso da sua mensagem." Mas o que nos parece mais coerente é a sua mensagem simples, geralmente usava parábolas, sua compreensão com o “pecador” e seu amor por aqueles que até hoje fazemos questão de apagar das nossas agendas diárias. Levou quase todas as pessoas que entravam em contato com ele a abraçarem suas idéias com todo fervor. As autoridades judaicas, auxiliadas pelos romanos, decretaram a morte de Jesus num dos suplícios mais cruéis e humilhantes que o ser humano inventou, a crucificação, mostrada com muito realismo em um recente filme.
O plano das autoridades era cortar o mal pela raiz, mas algo parece ter dado errado, pois três dias após a morte de Jesus, muitas testemunhas declaram que o viram vivo, diziam que tinha ressuscitado. Ao conferirem o túmulo, que estava vazio, começaram a espalhar a idéia de que o seu corpo teria sido roubado por seus discípulos para dar crédito a sua mensagem, porém tal teoria é questionada pelo advogado Josh McDowell, que diz que "a ousadia e a força dos seus discípulos, que foram capazes de morrer por essa verdade, provaria a invalidade dessa teoria defendida até hoje pela maioria dos religiosos judeus." A bem da verdade é que o cristianismo conseguiu vencer todos os seus inimigos, com o Edito de Tessalônica, o imperador Teodósio tornou o cristianismo a religião oficial do império romano, e as provas podem ser vistas ao longo da História. O nosso calendário, por exemplo, é contado a partir do nascimento de Jesus.
A religião iniciada por esse simples carpinteiro judeu tornou-se a maior religião da atualidade, com mais de dois bilhões de seguidores em todo o mundo. Muitos de nós, inclusive as religiões atuais, têm muito a aprender com esse homem. Basta apenas tirarmos alguns minutos do nosso dia agitado para escutar suas palavras que ainda ressoam sobre a história humana e nos ensinam lições inesquecíveis e impactantes.
Karl Heinz
QUESTÕES-DESAFIO!
 
01. Leia as afirmações abaixo e marque (V) ou (F):
(   )    O cristianismo influenciou profundamente as instituições romanas.
(   )    Uma das causas da não perseguição inicial aos cristãos foi a crença do romanos de que o cristianismo seria uma seita judaica.
(   )    A doutrina mais forte defendida pelos cristãos, no início dos tempos, foi a ressurreição do seu messias.
(   )    O cristianismo foi profundamente influenciado pelo budismo.
02. Por que o cristianismo nasceu numa época fantástica para sua propagação?
 CONTRA-REFORMA
Após o avanço do protestantismo advindo com a Reforma Protestante, a Igreja Católica precisava reagir e “retomar” seu lugar de representante da verdadeira fé cristã na Terra e recolocar o papa como único sacerdote legítimo cristão, intérprete das inscrições sagradas da Bíblia. O movimento da Reforma Protestante obrigou a Igreja Católica a se reorganizar. Isso aconteceu de maneira conservadora, reafirmando seus valores fundamentais, principalmente através do Concílio de Trento (1545-1563):
      Reafirmava a doutrina Católica e as questões disciplinares sujeitas a controvérsias;
      Confirmou a supremacia do Papa;
      Manteve os sete Sacramentos, o culto dos santos e da Virgem Maria;
      Confirmou a transubstanciação e a necessidade das obras para a salvação;
      Reafirmou que as crenças católicas fundamentam-se nas Sagradas Escrituras e na tradição da Igreja, única com o poder de interpretar a Bíblia.
Para impor sua “doutrina”, a Igreja Católica ampliou os poderes da Inquisição – Tribunal do Santo Ofício que tinha o objetivo de reprimir e combater as “heresias”, pois precisava evitar que mais católicos se convertessem em protestantes ou deixassem de ser católicos. Também impuseram o Index, Congregação do Índice, que tinha o objetivo de fazer a censura de obras literárias e elaborar uma Lista dos Livros Proibidos. Foram criadas várias ordens católicas como a dos jesuítas, que espalharam o catolicismo na América, África e Ásia, “convertendo” nativos e explorando suas especiarias. Esses instrumentos de repressão funcionaram nos países onde a burguesia era mais fraca, onde ainda era forte a nobreza feudal, como na Espanha e em Portugal, exatamente onde a Inquisição agiu de maneira mais violenta e cruel. Através da tortura e do medo, a Igreja Católica reafirmou seus dogmas e suas “leis”.
Não podemos esquecer que a Igreja Católica, além de ser uma instituição religiosa, é uma instituição criada pelos homens e somente sobreviveu até hoje devido à eficiência administrativa de seus bispados e de toda a sua ordem. É uma instituição que funde parte do cristianismo com seu regimento organizacional e de conduta ética, impondo-o aos seus seguidores, em forma de pura e mais legítima religião, como se não existisse por trás uma estrutura ou interesse político-econômico, entre outros.
O que devemos reconhecer é a força dessa organização que, através da Contra-Reforma, conseguiu reafirmar-se enquanto religião importante no mundo inteiro e que mobiliza milhões de fiéis e desenvolve seus interesses e objetivos, religiosos ou não.
Lúcio de Almeida      
QUESTÃO-DESAFIO!
01. Conforme a leitura do texto, marque (V) ou (F).
(   ) A Contra-Reforma foi um conjunto de ações através das quais a Igreja Católica reagiu contra o protestantismo que se espalhava pelo Ocidente.
(   ) A Igreja tentava se reorganizar devido ao crescimento da religião islâmica.
(   ) Nas colônias espanholas e portuguesas, a violência do tribunal da Inquisição foi muito mais intensa.
(   ) A Igreja Católica não alcançou seu objetivo, pois as religiões protestantes continuaram crescendo.
(   ) Com a Contra-Reforma, a Igreja Católica conseguiu impor seus valores institucionais e seus dogmas.




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